Texto por Viviane Ferreira

Investir em fundos tem suas vantagens e pode ser mais rentável, prático e seguro. Entretanto no momento de investir vem a dúvida: como escolher seu Fundo de Investimento?

Escolher um Fundo de Investimento de acordo com o que você precisa, seu perfil e a quantidade de dinheiro que você possui, é um desafio diante de tantos fundos que temos a nossa disposição no mercado.

Pensando nesse desafio, selecionei os três critérios chaves para você escolher seu fundo com tranquilidade.

O primeiro critério é o prazo do investimento

A pergunta que você deve responder é: quando vou precisar desse dinheiro? Você não precisa saber o dia exato, mas sim o horizonte: até 2 anos, 2 a 10 anos ou acima de 10 anos.

Ou seja, se é um investimento para sua reserva de sossego ou projetos de curto prazo, para projetos de médio prazo com horizonte até dez anos ou se é para sua construção de patrimônio, independência financeira ou aposentadoria com prazo acima de dez anos.

O prazo é o primeiro filtro para determinar o tipo de fundo que você fará.
Como relacionar o prazo com o tipo de fundo?

 

Prazos de até dois anos: Fundos Referenciados DI, Renda Fixa e Crédito Privado.

Prazos entre 2 e 10 anos: Fundo Crédito Privado e Fundos Multimercado

Prazos acima de 10 anos: Fundos Multimercado e Fundos de Ações

 

No caso da reserva de sossego, você deve escolher fundos que o resgate seja no mesmo dia ou no máximo no dia seguinte. O prazo de resgate é o segundo critério que deve ser analisado, alguns fundos resgatam em tempo maior como 30 dias, 60 dias ou mesmo mais dias. Portanto precisa ter uma atenção e programação de resgates.

O segundo critério é o prazo de resgate dos fundos e o valor mínimo

O prazo de resgate nos fundos é definido como D + X. Onde D é o dia que você pede o resgate e X é o número de dias que irá entrar na sua conta. Por exemplo, se for D + 0, significa que entra na sua conta no dia do pedido do resgate. Se for D + 1, significa que precisa de mais um dia além do dia do resgate para entrar na sua conta.

Cada fundo tem um valor mínimo para aplicação inicial e de novos aportes, é importante conferir se o valor mínimo está dentro do valor que você vai investir.  Assim como o valor de movimentação, que é o valor mínimo para os próximos investimentos que fizer.

O terceiro critério é a rentabilidade

Uma vez que você sabe a categoria de fundo que irá investir e o prazo de resgate, você irá comparar o rendimento, o ganho que o fundo trouxe nos últimos 12, 24 e 36 meses.

Isso garante que vai continuar rendendo igual? Não! Mas é a maneira que temos de ver se o fundo tem um bom histórico de rendimento. Nesse histórico você vai ver se o fundo rende acima do referencial dele, pelo menos no ano. Assim, no caso dos fundos DI, Renda Fixa e Crédito privado e Mutimercado, geralmente o indicador é o CDI e nos Fundos de Ações, geralmente é o Ibovespa.

Todo Fundo de Investimento tem uma lâmina com as informações essenciais e o histórico de rendimento para podermos analisar.

A taxa de administração é importante, mas não é determinante. Toda rentabilidade divulgada dos fundos desconta a taxa de administração e performance, então o resultado é o líquido das taxas. Se a taxa de administração for pesada para o fundo ela vai refletir em um baixo rendimento.

Esses três critérios fornecem a segurança que você precisa para escolher aquele Fundo de Investimento para chamar de seu.

 

Viviane Ferreira

Formada em engenharia química pela Ufscar com especialização em Finanças. Viviane é certificada CFP® pela PLANEJAR e Consultora de Investimentos pela CVM. Trabalhou nos últimos 13 anos no mercado financeiro com foco em planejamento financeiro pessoal e consultoria de investimentos.