Olá, Easylovers! Vocês pediram e a gente atendeu.
Hoje estreamos oficialmente a análise mensal do mercado da Easynvest, que sempre será publicada na primeira semana do mês no Blog e assinada pelo nosso especialista José Falcão Castro.

 

Na última publicação falamos sobre enfrentar uma das maiores crises da história recente do mercado financeiro, que foi fortemente impactado. Nos jornais notícias sobre a bolsa brasileira acionando seis vezes o circuit breaker, mecanismo que interrompe negociações, e o Ibovespa caindo 29,9% – a maior queda mensal dos últimos 22 anos.

Hoje, vou analisar o mês de abril! Mês em que a crise relacionada ao Covid-19 continuou no radar dos investidores do mundo todo, mas no Brasil, a situação foi ainda mais agravada com a crise política, que trouxe mais instabilidade para os nossos mercados.

 

O que mudou?

Diferente do período anterior, não podemos deixar de destacar que, mesmo neste momento, os investidores trabalham com expectativas mais bem definidas sobre o futuro da economia, da saúde e como agir para minimizar estes problemas que ainda estão longe de serem resolvidos.

Afinal, ao entender melhor a atual situação, somada a possível reabertura gradual das maiores economias do mundo, todos estão mais otimistas e isso foi precificado de forma positiva nas classes de Renda Variável (Bolsa), na Renda Fixa e nos Multimercados.

 

Quais são as alternativas para os investidores com a Selic tão baixa?

Apesar da projeção de queda na taxa Selic, que já está no menor nível histórico, investidores que precisam de recursos no curto prazo (seja para montar uma reserva de emergência ou por conta do perfil conservador), o ideal é ainda manter os títulos indexados à taxa Selic ou CDI – mesmo que a rentabilidade não esteja tão atrativa. Isso porque esses títulos não correm riscos de oscilação de mercado e garantem algum rendimento.

Já para os investidores que têm mais apetite ao risco, que podem diversificar os produtos e que buscam retornos melhores no médio e longo prazo, uma alternativa interessante é investir em Fundos de Multimercados, em que o gestor aloca os recursos em diversos mercados e produtos, em busca das melhores oportunidades.

 

Existe vantagem na redução das taxas de juros?

Para o bolso do investidor, a taxa de juros no nível em que está é vista como algo ruim, já que o dinheiro rende menos. No entanto, olhando para a economia como um todo, a Selic baixa faz com que mais dinheiro seja injetado no mercado, pois incentiva o empreendedorismo de pessoa física e investimentos em projetos por parte das empresas, já que o custo do crédito cai e não vale tão a pena deixar dinheiro parado.

Ou seja, ao aumentar o investimento, gerasse mais empregos, aumentasse o consumo e as empresas lucram mais. Todo este fluxo positivo é refletido no preço das ações que beneficiam diretamente os investidores. Esse é o padrão de economias desenvolvidas, com níveis de inflação mais baixos, e com o dinheiro circulando na economia real. Estruturalmente, não é algo ruim, mas deve ser calibrado pelo Banco Central para que gere uma sintonia de mercado, com inflação controlada.

 

Já podemos investir em Renda Variável? 

A bolsa de valores foi o grande destaque no mês de abril, com valorização de 10,25%.

Mesmo o movimento negativo no dia 24 de abril (-5,45%), com a saída repentina do Ministro da Justiça do governo, a Bolsa não entrou em tendência de queda, se mantendo em uma faixa de congestão em torno de 80.000 pontos. Isso foi um claro sinal de força.

Apesar dos problemas relacionados a crise do Covid-19 e do pesado clima político estarem longe de serem resolvidos, não podemos prever o futuro, mas podemos analisar o presente que neste momento se encontra com um viés positivo, no curto prazo, e isso é um sinal de que montar posições de forma gradual, seletiva e diversificada em ativos de risco, como ações, é uma opção interessante pensando no longo prazo.

 

Como podemos nos proteger?  

O dólar é um importante instrumento de proteção, este produto é destinado ao perfil de investidor experiente. Assim como alguns metais (como o ouro), o dólar historicamente é um porto seguro clássico, o que lhe confere atratividade interessante como seguro-catástrofe, em face aos riscos que se colocam à economia global. Portanto, independente da direção a ser tomada pela moeda norte-americana, é sempre aconselhável manter uma parcela do portfólio de investimentos em moedas fortes.

Com uma valorização de 39% nos últimos 12 meses, o dólar mostra como é importante o seu papel em uma carteira diversificada.

 

Abraços,


José Falcão Castro tem experiência de 13 anos no mercado financeiro e de capital, atuando com análise, consultoria de investimentos e em mesa de operações Bovespa e BM&F. Formado em Administração de Empresas com especialização em Gestão Financeira, possui as certificações CFP® e CNPI-T.