A organização financeira é tudo o que você precisa para realizar seus sonhos, cumprir objetivos e levar uma vida mais tranquila. No entanto, nem sempre tudo está no azul.

Gastos altos no cartão de crédito, contas atrasadas e cobranças por telefone tiram o sono e desanimam qualquer um.

Só que você não precisa levar uma vida enrolada nas dívidas e deixar de fazer o que você deseja. Esse é o momento ideal para levantar a cabeça, encarar a realidade e se organizar financeiramente para superar essa fase.

Para ajudá-lo, listamos 5 dicas de organização financeira para você se livrar das dívidas.

1. Organização financeira: encare as dívidas e analise as finanças

O primeiro passo é admitir a existência das suas dívidas. Deixe de lado aquela postura procrastinadora de “semana que vem eu resolvo” ou esperar que a solução apareça repentinamente, pois isso é ilusão.

Pegue todas as contas, coloque-as em cima da mesa e anote os valores que você precisa pagar em uma folha de papel. Desse modo, é possível encarar a realidade. Mas não se assuste, pois esse montante logo mais, não será o mesmo.

Depois que você listou os valores que precisa pagar, chega o momento de organizar e analisar suas finanças. Você tem uma planilha, aplicativo ou caderno para fazer a organização financeira que precisa? Se não tem, é bom providenciar. Essas ferramentas servem para controlar o total de gastos e receitas.

Liste todos os seus gastos e receitas em uma dessas ferramentas e veja quanto sobra todo mês. Esse valor terá alguns destinos diferentes, mas os principais são a reserva de emergência e o pagamento de suas dívidas.

2. Chame os credores para negociar e pense em portabilidade

Aqueles valores das dívidas que você listou estão acrescidos de juros e multa, o que é absolutamente normal, apesar de geralmente serem abusivos. No entanto, você deseja pagar e os credores querem receber. É nessa troca que você deve investir. Chame-os para negociar!

Em muitos casos, é possível obter descontos vantajosos e pagar valores bem menores. Ainda existem aqueles credores que parcelam a dívida em várias prestações. Durante a organização financeira, atente-se para o que é mais vantajoso no seu caso.

Outro ponto importante é a portabilidade da dívida. Se ela for um financiamento ou empréstimo, é possível transferí-la para outra instituição. Para tal, você apresenta o documento com o saldo devedor, o custo efetivo, a quantidade e o valor das parcelas.

O novo banco não é obrigado a aceitar a portabilidade, mas você tem a oportunidade de negociar. Nesse aspecto, é possível reduzir a quantidade de juros e obter valores mais vantajosos, assim como uma quantidade maior de parcelas.  

3. Corte os gastos desnecessários e busque uma renda extra

Lembre-se de que a organização financeira viabiliza seus sonhos e realizações. Contudo, é preciso cortar os gastos desnecessários. Ao anotar todos os gastos feitos em um mês, você tem a possibilidade de ver por onde escoa seu dinheiro.

Antes de comprar algo ou contratar um serviço, pense na utilidade dele. Esse exercício é interessante, pois muitas vezes você vai se pegar criando necessidades que não tem. É o típico caso do “comprar para usar quando for necessário”.

A organização financeira também se trata de saber ponderar o que são gastos necessários e quais não são naquele momento.

O mesmo vale para a substituição de itens que você já tem. Se o seu celular está funcionando e atende suas necessidades, não há motivo para se meter em uma nova dívida e parcelar um modelo novinho em várias prestações.

Use seu dinheiro com inteligência e busque uma renda extra para sair quanto antes das dívidas. Essa renda pode ser obtida por meio de um trabalho freelancer ou até investimento.

4. Separe parte do seu dinheiro para reserva de emergência

Aquele dinheiro que sobra do pagamento das suas contas deve ter quatro destinos: pagamento das dívidas, investimentos, amenidades e reserva de emergência. Nós vamos abordar cada um para que você entenda a respectiva importância de todos eles na sua organização financeira.

O que sobra jamais deve ser 100% comprometido com o pagamento das dívidas, pois você fica sem uma reserva para emergências. Por isso, apenas se comprometa e negocie o pagamento delas se há dinheiro para isso.

Outro destino são os investimentos. Uma parte do que sobra deve ser aplicada para render. Mas se a sua situação financeira está apertada, é possível fazer isso junto com a reserva de emergência. No Tesouro Selic, por exemplo, o dinheiro rende e você ainda pode resgatá-lo quando estiver precisando.

Por fim, temos as amenidades. Considere aqui gastos como uma ida ao cinema ou algo do tipo. No entanto, esse destino é o que deve receber menos dinheiro, pois o foco está justamente em ganhar mais e se livrar das dívidas.

5. Prepare-se para fazer seu dinheiro trabalhar por você

À medida que você vai quitando suas dívidas e fazendo uma renda extra, é importante lembrar de colocar dinheiro na sua reserva de emergência. Essa é uma maneira de ganhar mais e ter uma segurança financeira no futuro.

Assim que sua situação financeira melhorar, pense em direcionar mais recursos para os investimentos e, além disso, diversificá-los. Existem investimentos que podem ser atrelados aos seus sonhos a médio e longo prazo (LCIs e LCAs).

Ao colocar um pouco de dinheiro em cada investimento, você consegue obter resultados incríveis e um rendimento muito bom. Aproveite para aprender com os erros do passado e garanta uma organização financeira para levar uma vida cada vez mais tranquila.