Sem tempo, irmão? Então chega mais que hoje o conteúdo é pra você que quer muito investir, mas os compromissos do dia a dia não deixam ou você simplesmente está com receio de começar sua carteira sozinho. Os fundos de investimento são os mais indicados para investidores com esse perfil justamente porque contam com um gestor, que vai tomar as principais decisões sobre aqueles ativos para você. Vamos conhecer melhor essa modalidade?

Como funcionam?

É uma modalidade de investimento coletivo que reúne recursos financeiros de diversos investidores para um investimento em conjunto, ou seja, várias pessoas investindo em um fundo que é composto por diversos ativos, e é gerido por um especialista que toma conta de todo o patrimônio.

Este patrimônio pode estar na forma de ações, imóveis, títulos públicos, derivativos, entre outros. Vamos detalhar mais abaixo como funciona cada um deles, mas independente de qual seja, o formato do investimento é sempre o mesmo: cada investidor possui uma quantidade de cotas, ou seja uma parte deste patrimônio.

O que é uma cota?

Um cota é a unidade mínima de compra do patrimônio líquido de um fundo de investimento. Lembrando que, você, investidor, pode adquirir essas cotas de forma fracionada. Uma das vantagens dos fundos de investimento é justamente essa. Você pode aplicar quanto quiser, sempre respeitando o mínimo do fundo. Por exemplo, se o mínimo para investir no fundo que você escolheu é R$ 100, qualquer valor a partir desse montante pode ser aplicado.

Tipos de Fundo de Investimento

Existem vários tipos de fundos de investimento, mas podemos citar como os principais os de: Renda Fixa; Ações; Imobiliários (FIIs); Multimercado; e Cambiais. Todos eles compartilham algumas características, mas se diferenciam por outras. Confira abaixo as principais diferenças entre eles:

 

  • Fundos de Renda Fixa

 

Um fundo de Renda Fixa é definido dessa forma quando 80% dos seus ativos estão aplicados em Renda Fixa. Por esse motivo, é um investimento que podemos classificar como mais conservador. A principal vantagem de investir em um fundo e não diretamente em títulos públicos é a rentabilidade, que pode ser um pouco maior do que o Tesouro Direto, por conta da variedade de operações que o fundo pode realizar.

 

  • Fundos de ações

 

Os fundos de ações devem contar com 67% dos seus investimentos concentrados em ações, o que os tornam mais suscetíveis às oscilações do mercado e, por isso, são indicados para perfis um pouco mais agressivos. Eles têm uma chance maior de ter uma rentabilidade mais alta no mercado, em contrapartida, a chance de ter prejuízo também é maior.

Quando estamos falando de fundos de ações, ainda podemos dividi-los em duas categorias: os passivos, que têm suas ações atreladas à um índice, como o Ibovespa; e os ativos, compostos com base em análises econômicas.

 

  • Fundos Imobiliários (FIIs)

 

Nessa modalidade de investimento, aplicamos o dinheiro nos ativos do setor imobiliário. Cada fundo funciona como se fosse um condomínio e, para participarmos, devemos comprar uma ou mais cotas, nos tornando donos de parte desse patrimônio. Os rendimentos são obtidos através de aluguel, comercialização e outros.

Na prática, é como comprar um imóvel, mas, embora tenha em nossos nomes uma ou mais cotas, não respondemos por qualquer obrigação legal ou contratual sobre o imóvel que faz parte do fundo. Os recursos investidos pelos cotistas são aplicados em empreendimentos como prédios comerciais, imóveis residenciais, galpões, shopping centers, escolas e outras construções.

Quer saber tudo sobre FIIs? Confira este conteúdo!

 

  • Fundos Multimercado

 

Os fundos multimercado são chamados dessa maneira porque os gestores podem decidir sobre a proporção dos ativos conforme sua própria estratégia. A carteira de investimentos deste tipo de fundo pode ser composta por Renda Fixa e Variável. Mas é importante destacar que esta modalidade pode ser pouco ou muito arriscada, porque depende exclusivamente das escolhas do gestor.

 

  • Fundos Cambiais

 

Uma das alternativas mais recomendada para um investidor que busca por aplicações em moeda estrangeira é a dos fundos cambiais. Vamos a um exemplo prático: você pretende viajar para o exterior, mas existe uma tendência de alta do dólar nesse período. Para se “proteger”, você aplica o dinheiro da sua viagem em um fundo cambial, evitando assim que sua viagem fique mais cara do que o programado.

Fundos de Investimento são seguros?

A resposta é: depende! Como existem muitos tipos de fundo, também existem diferentes níveis de risco para cada um. O alto risco de um fundo está ligado a sua volatilidade e ao aplicar em um fundo assim, o investidor está apostando na possibilidade do gestor conseguir uma alta rentabilidade em longo prazo. Ter uma porcentagem da sua carteira em fundos de alto risco aumenta o seu potencial de ganhos, mas também aumenta o risco de ter prejuízo.

Para fundos de investimento, também não existe Fundo Garantidor de Créditos – FGC, instituição privada que protege os investidores de Renda Fixa em até R$ 250 mil por CPF e por Banco, em caso de falência ou liquidação.

Outro ponto quando estamos falando de riscos, é que ao analisar os fundos para decidir em qual aplicar, você pode ver o histórico de rentabilidade dos mesmos. Este é um indicador para ser avaliado na hora de escolher o que mais se adapta aos seus objetivos, mas é importante ressaltar que a rentabilidade do passado não será necessariamente a mesma do futuro, podendo variar para baixo e para cima.

Além disso, é essencial saber mais detalhes sobre o gestor, o administrador e os demais prestadores de serviço do fundo. Na plataforma da Easynvest, você encontra tudo isso, clicando nos cards e baixando os documentos para download, que também trazem outras informações valiosas, como o objetivo do fundo; se ele é aberto ou fechado; composição da carteira; taxa de performance; entre outras imprescindíveis para sua tomada de decisão.

Taxas e Tributação dos Fundos de Investimento

Quando comparados aos principais ativos do mercado, pode-se dizer que os fundos têm um custo bem acessível. Veja quais são as principais taxas e tributos cobrados:

 

  • Taxa de Administração

 

É possível encontrar fundos com taxa de administração de 0,15% a 4% ao ano, um custo considerado baixo, levando em conta a atuação do gestor e de outros agentes, como o administrador e o custodiante.

 

  • Taxa de Performance

 

Também entra no custo para o investidor a taxa de perfomance, que, como o nome já diz, é cobrada conforme o rendimento do fundo. Grande parte dos fundos tem um benchmark para seguir, ou seja, uma meta. Por exemplo, acima de determinado indicador, como o CDI ou Índice Bovespa.

É para alcançar essa meta, superando este indicador, que o gestor trabalha e toma decisões sobre o fundo. Toda vez que o gestor conseguir que a performance supere o benchmark, ele ganha uma porcentagem sobre esse valor, como bônus.

 

  • Imposto de Renda

 

Para esta modalidade, há cobrança de Imposto de Renda, que varia entre 15% (para aplicações de mais de 720 dias) a 22,5% (para menos de 180 dias) sobre o rendimento, exceto para os fundos de ações, fixados em 15%. Confira abaixo a tabela progressiva do IR:

Prazo de aplicação Alíquota IR
Até 180 dias 22,5%
De 181 a 360 dias 20%
De 361 a 720 dias 17,5%
Acima de 721 dias 15%

 

 

  • IOF

 

Além desse tributo, há também o IOF, mas apenas para investimentos inferiores a 30 dias. Também funciona por meio de uma tabela regressiva que vai do primeiro ao trigésimo dia.

Como declarar Fundos de Investimento?

Para declarar seus aportes em fundos de investimento, o primeiro passo é obter seu Informe de Rendimentos. Na Easynvest, você pode acessar o seu diretamente pela plataforma, assim que ele ficar disponível. Com ele em mãos, você já pode fazer a sua declaração, veja abaixo o passo a passo:

  • Selecione a seção “Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva”; código 06, referente a “Rendimentos em aplicações financeiras”; Em seguida, insira o CNPJ da sua corretora, razão social e o valor total dos rendimentos vindos de fundos de investimento exibidos no seu informe; Lembrando que: a corretora é responsável tributária pela retenção dos impostos de renda. Por isso, você não precisa inserir os dados do administrador ou do fundo nesta seção;
  • Já na seção de “Bens e Direitos”, você seleciona o código correspondente ao tipo de fundo que você investiu. Se você não sabe, não se preocupe: no informe você encontra essa informação; Depois de selecionar o código e preencher o CNPJ da corretora, insira o nome do fundo e o CNPJ dele na discriminação; e no final, o saldo no último dia do ano em questão;

Como investir em Fundos de Investimento?

Vamos investir? Comece criando sua conta na Easynvest. Depois, dentro da plataforma, é só selecionar o botão INVESTIR e escolher o card Fundos de Investimento. Então, você verá uma lista com todos os fundos disponíveis para investir, com informações de valor mínimo, resgate, risco e histórico de rendimento. Você pode filtrar sua busca por: maior rentabilidade; menor risco; menor valor mínimo; ou pelo nome do fundo (A-Z). A plataforma também destaca os fundos que acabaram de ficar disponíveis, com a etiqueta NOVO. Para saber mais sobre o que você pode fazer com fundos de investimento, confira nossa playlist no Youtube.