Algumas pessoas gostam de emoção e acabam deixando tudo para última hora. Arrumar a mala para viajar, pagar as contas ou até aquela apresentação que você precisa mostrar para o chefe. Se você se identifica (e gosta dessa emoção), muito provavelmente está suscetível a cometer erros no Imposto de Renda

No post de hoje, preparamos um guia com os principais erros (e dicas para evitá-los) que podem te levar à malha fina.

Confira o conteúdo e boa declaração!

  1. Informe os seus lucros com Ações e não cometa erros no Imposto de Renda
  2. Declare o custo de aquisição da Ação
  3. Reúna todos os documentos importante para para evitar erros no Imposto de Renda
  4. Números errados geram erros no Imposto de Renda
  5. Recolha o IR mensalmente e pague o Darf dentro do prazo
  6. Não confunda PGBL com VGBL 
  7. Sempre declare os investimentos isentos
  8. Achar que o Imposto de Renda Retido na Fonte é o imposto total
  9. Sempre acompanhe a sua declaração de IR
  10. Ter um controle financeiro ajuda a evitar erros no Imposto de Renda

1- Informe os seus lucros com Ações e não cometa erros no Imposto de Renda

O primeiro erro que você pode evitar na hora de declarar investimentos no Imposto de Renda é não informar lucro com Ações.

Quem investe na Bolsa de Valores, precisa informar as operações e retenções, ou seja, antecipação do imposto, no anexo “Renda Variável” da declaração anual

Para quem não sabe, os lucros com vendas de ações de até R$ 20 mil em um único mês são isentos de Imposto de Renda para pessoa física. Mas, acima desse valor, você deve pagar 15% sobre os ganhos.

A isenção também não vale para quem faz Day Trade, que são aquelas operações de compra e venda de ações no mesmo dia.

Por fim, não custa lembrar que investidores que não informarem o lucro em bolsa estarão sujeitos a multa e juros.

2- Declare o custo de aquisição da Ação

Lembre-se que ao comprar uma Ação, você precisa informar o custo de aquisição da Ação e não o quanto ela valia no último dia do ano. Isso deve ser feito no campo “Situação em 21/12/2020.

Por exemplo, se você comprou uma ação em julho de 2020 por R$ 15, esse é o valor que precisa ser declarado. Mesmo que em dezembro a Ação tenha chegado a R$ 37, mantenha o valor pelo qual você adquiriu o papel. 

3- Reúna todos os documentos importante para para evitar erros no Imposto de Renda

Este é um erro muito fácil de ser evitado. Na hora de declarar o seu Imposto de Renda, incluindo os investimentos, reúna com antecedência documentos bem como informações importantes sobre seus investimentos.

Aqui entram, por exemplo:

  • Notas de corretagem;
  • Informe de rendimentos do IR;
  • Planilha de controle;
  • Recibos etc.

Da mesma forma, antes de começar a declaração anual, tenha à mão tudo o que você vai precisar. Isso inclui documentos pessoais seus e dos dependentes, bem como comprovantes de residência e de rendimentos.

Aqui na Easynvest, você conta com uma ferramenta que te ajuda a compilar os dados para declaração dos seus investimentos.

A Calculadora de Imposto de Renda da Easy é uma ferramenta que calcula os seus ganhos de Renda Variável de forma automática. Para saber mais, clique aqui ou confira o vídeo abaixo.

4- Números errados geram erros no Imposto de Renda

O próximo erro tem a ver com atenção. Afinal, quando se trata de declarar rendimentos tributáveis, preencher números errados na declaração de IR pode gerar muita dor de cabeça.

Um só número que você digitar errado, ou um zero a mais ou a menos, pode ser suficiente para te levar à malha fina. Em outras palavras, se você precisa declarar uma despesa médica no valor de R$ 2.000, e acidentalmente digita R$ 20.000, a Receita Federal vai cruzar os dados. Ou seja, essa inconsistência pode te levar à malha fina. 

Por isso a dica é: revise tudo, várias vezes para, se necessário, atualizar o valor. Depois disso, quando se sentir seguro em relação às informações envie a declaração pra Receita. 

5- Recolha o IR mensalmente e pague o Darf dentro do prazo

Quando você investe em Ações, precisa apurar os resultados mensais das suas aplicações e calcular o imposto devido. Essa situação é válida para ganhos na venda de Ações, se o valor da venda for superior a R$ 20 mil.

Para esclarecer, isso acontece porque as corretoras retém na fonte apenas uma pequena parcela desse imposto. Então, cabe a você calcular o resultado do mês e recolher o imposto que falta.

Então, para fazer o pagamento, você precisa gerar o Darf pelo Sicalcweb, no site da Receita Federal.

O Darf é o Documento de Arrecadação da Receita Federal. Ele é usado para pagar taxas, tributos e outros impostos. Além disso, no caso dos investimentos, ele funciona para recolher o imposto do lucro com Ações e Fundos Imobiliários.

Só que esse pagamento do imposto tem quer ser feito até o fim do mês seguinte ao seu investimento. Por exemplo, se você registrar ganhos com suas ações no mês de março, precisa pagar o imposto até o último dia útil do mês de abril.

Portanto, não considerar o recolhimento mensal do IR, caso haja ganho, é um erro e pode fazer você perder dinheiro.

Em outras palavras, se você não quitar o Darf até o fim do prazo, terá que pagar multa e juros. Então fique ligado e acompanhe os seus lucros para recolher o imposto corretamente.

Clique no vídeo abaixo e encontre mais informações.

6- Não confunda PGBL com VGBL 

Esta dica vale para quem investe em previdência privada. Não confunda PGBL com VGBL na hora de fazer a sua declaração.

Esses dois tipos de planos de previdência têm regras de tributação diferentes. O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) permite deduzir até 12% do Imposto de Renda e deve ser declarado em “Pagamentos Efetuados”. 

Por outro lado, o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), que não pode ser deduzido do IR, precisa ser informado na ficha “Bens e Direitos”.

Para resumir, o PGBL deve ser informado em “Pagamentos Efetuados” sob o “Código 36”.  Já o VGBL deve ser declarado como uma aplicação financeira e seu saldo é informado na ficha “Bens e Direitos”, com o “Código 97”.

7- Sempre declare os investimentos isentos

Todos os seus investimentos devem ser declarados no Imposto de Renda, mesmo que eles sejam isentos de tributos. Os contribuintes devem informar até mesmo aqueles valores de investimentos não tributáveis.

Portanto, se você aplicou em Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e até mesmo na poupança, por exemplo, esses investimentos devem constar sua declaração anual.

8- Achar que o Imposto de Renda Retido na Fonte é o imposto total

Não se engane. Quando você olha a nota de corretagem e vê o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), saiba que ainda existem outros valores para serem acertados com o leão.

Isso porque as operações na Bolsa de Valores não têm o IR devido totalmente retido pela corretora. Por outro lado, você é o responsável por declarar o valor restante.

Como falamos acima, as corretoras retém na fonte apenas uma pequena parcela desse imposto. Na prática, esse valor serve apenas para indicar à Receita Federal quanto você obteve de lucro e movimentações financeiras.

É o chamado “dedo duro”. Em outras palavras, com essas informações a Receita consegue identificar quanto você deve pagar de IR em Ações.

9- Sempre acompanhe a sua declaração de IR

Após a declaração ser concluída, a Receita Federal leva em média 48 horas para cruzar os dados do contribuinte com as instituições financeiras. Ela ainda dá um prazo para o contribuinte se regularize caso sejam encontradas inconsistências.

Para você não cometer erros, acompanhe a sua declaração após o envio, para ver se foi processada sem pendências. Mas, se encontrar algum erro, corrija o mais rápido possível para evitar cair na malha fina.

Outra dica é colocar seu e-mail de forma correta na declaração. É por meio dele que a Receita Federal se comunica com o contribuinte, inclusive para informar que você caiu na malha fina.

10- Ter um controle financeiro ajuda a evitar erros no Imposto de Renda

Uma das formas de evitar cair na malha fina é manter uma visão das suas movimentações financeiras. Ou seja, tenha um controle financeiro. 

Isso com certeza vai te ajudar a hora de preencher a declaração, pois você não precisará puxar as informações da memória. Por fim, colocando esses dados em uma planilha mensal, por exemplo, você vai saber o quanto gastou, onde gastou, quais foram os investimentos, as despesas do cartão de crédito e muito mais.