O que é independência financeira para você? Poder viajar para qualquer canto do mundo? Comprar o que quiser? Quem sabe não precisar ter um emprego fixo pelo resto da sua vida?

 

A maioria de nós já alimentou, em algum momento, o sonho de ser financeiramente independente e não se preocupar mais com dinheiro. Mas, apesar de parecer algo inalcançável, saiba que essa realidade pode não estar tão longe assim.

 

Neste post, vamos mostrar que conquistar a sua independência financeira tem a ver com planejamento. Antes de mais nada, é importante é manter as suas contas no azul, definir metas e estratégias e realizar os seus sonhos. Além disso, é preciso entender como o seu dinheiro está sendo gasto e mudar os hábitos que prejudicam a sua construção de patrimônio.

 

Parece difícil? Separamos sete dicas para te ajudar nessa jornada e te deixar mais próximo da tão sonhada independência financeira. Confira!

 

O que significa independência financeira?

 

Podemos encarar a independência financeira como algo muito além de “parar de trabalhar”. Na verdade, esse conceito tem muito mais a ver com ter liberdade de fazer o que você quiser quando você quiser.

 

Em finanças, o termo em geral é usado para definir quem tem um orçamento equilibrado e reservas suficientes para viver delas, aí sim, sem depender de um trabalho. Claro que você poderia continuar trabalhando se quisesse, mas teria a opção de dedicar o seu tempo a coisas que julgue mais importante.

 

Essa é a essência da independência, ou liberdade, financeira: alcançar uma boa reserva, que aplicada nos investimentos certos dará retornos necessários para você ter o estilo de vida que sempre sonhou.

 

Como atingir a independência financeira?

 

Para alcançar a independência financeira, é preciso conhecer bem o seu orçamento. É comum ouvirmos histórias de pessoas que não conseguem guardar dinheiro, que “gastam sem ver” ou não sabem todas as despesas que têm no mês.

 

Sabe aqueles pequenos gastos que no fim do mês consomem boa parte do salário? É hora de mapeá-los para saber onde é preciso cortar.

 

Do mesmo modo, é importante saber o atual estágio da sua vida financeira. Ou seja, conhecer o momento em que você está, poderá traçar um planejamento para chegar ao próximo nível.

 

Tipos de independência financeira

 

Independência de curto prazo. Significa que você tem dinheiro suficiente para viver sem o seu salário por um tempo. Esse prazo pode variar de dois meses, seis meses ou até um ano. Podemos dizer que, nesta fase, você tem uma reserva de emergência.

 

Ela é importante para que você não contraia dívidas caso algum imprevisto aconteça. Essa reserva financeira poderá ser usada em caso de perda de emprego, uma batida de carro, bem como alguma doença na família ou qualquer outro tipo de gasto extra.

 

Independência das dívidas. Nada trava mais as suas finanças pessoais do que as dívidas. Por isso, para chegar neste estágio, você precisa estar com seu orçamento em dia para não precisar gastar com juros altos, financiamentos e coisas do tipo. Em outras palavras, não ter dívidas significa que você terá mais dinheiro disponível para investir.

 

Independência de emprego. Neste nível, você já tem mais liberdade dentro da sua vida financeira. Na liberdade de emprego, se a sua principal fonte de renda faltar você ainda terá uma segunda fonte de receita.

 

Isso vai garantir mais tranquilidade para o seu orçamento e por um período maior. Esse complemento na renda pode vir de alguns investimentos, por exemplo.

 

Independência total. Aqui você não precisa mais trabalhar por dinheiro. Você consegue viver dos rendimentos dos seus investimentos e pode arcar com as contas do mês com tranquilidade. Além disso, consegue reinvestir parte dos lucros para aumentar seu patrimônio e perpetuar essa segurança financeira.

 

Dicas práticas para a independência financeira

 

1- Organização e planejamento financeiro

 

Para chegar lá, a organização das contas e dos gastos é o primeiro passo rumo à sua independência financeira. A dica é fazer um orçamento detalhado com todos os seus gastos mensais. Devem ser anotadas despesas como aluguel, condomínio, mensalidade da escola do seu filho, plano de saúde, prestação do carro, contas de energia, de água, do celular e da TV a cabo. Do mesmo modo, inclua as pequenas compras do dia a dia, como por exemplo lanches e cafés.

 

Após fazer a planilha você terá a visão mais ampla de quanto está gastando. Contudo, o próximo passo será colocar a mão na massa para somar todas as despesas e ver quanto está gastando em cada categoria.

 

2 – Mantenha o orçamento sob controle

 

Sabendo quanto e onde você gasta, é hora de cumprir uma regra que parece simples, porém é difícil para muitas pessoas. Estamos falando de gastar menos do que você ganha.

 

Muitas pessoas mantêm um padrão de vida que não é compatível com a renda que possuem. Assim, é importante compreender a sua realidade, estabelecer um teto de gastos para todas as áreas, principalmente aquelas pequenas compras que no fim do mês se transformam em um grande montante da sua despesa.

 

E se for o seu caso, admitir a existência das suas dívidas é essencial. Deixe de lado aquela postura de “semana que vem eu resolvo” ou de esperar que a solução apareça repentinamente. Acredite, não vai.

 

Junte todas as contas, coloque-as em cima da mesa e anote todos os valores que você precisa pagar em uma folha de papel. Mas não se assuste, porque esses valores já já vão ser bem mais baixos. Também vale a pena investir em educação financeira.

 

 

3- Força de vontade para mudar hábitos

 

O que você quer fazer com o seu dinheiro e não consegue? Fazer escolhas inteligentes na sua vida financeira significa mudar alguns velhos hábitos.

 

Corte gastos desnecessários. Antes de comprar algo ou contratar um serviço, pense na utilidade dele. Esse exercício é interessante, pois muitas vezes você vai se pegar criando necessidades que não tem. É o típico caso do “comprar e não usar”.

 

O mesmo vale para a substituição de itens que você já tem. Se o seu celular está funcionando e atende suas necessidades, não há motivo para se meter em uma nova dívida e parcelar um modelo novinho em várias prestações.

 

Use seu dinheiro com inteligência e busque uma renda extra para sair quanto antes das dívidas. Essa renda pode ser obtida, por exemplo, por meio de um trabalho freelancer ou até investimento.

 

Aproveite para elaborar uma lista com os seus objetivos. Coloque em um papel ou planilha financeira. Seus sonhos, desejos e o que gostaria de materializar com o que ganha.

 

Conseguir ter essa visão sobre seus objetivos tem um impacto psicológico muito positivo, porque evita esquecimentos ou mudanças feitas de maneira inconsciente. Além disso, você também consegue revisá-las periodicamente.

 

Porém, evite estabelecer metas financeiras que estão fora da realidade ou que comprometam demais sua renda. Isso é importantíssimo para que, ao longo dessa jornada, você não perca a motivação.

 

4- Crie uma reserva de emergência

 

Ter uma reserva de emergência é fundamental para o seu processo de independência financeira. Essa é a quantia que deve ser mantida para cobrir despesas imprevistas que demandam gastos maiores que os habituais.

 

Digamos que a geladeira de sua casa parou de funcionar e não tem mais conserto. Por isso, é fundamental ter uma quantia guardada para fins como este. Essa quantia, então, é chamada de reserva de emergência.

 

Mas não se esqueça. Dinheiro parado não rende e a poupança não é o melhor lugar para sua reserva de emergência. Então, para que esse valor possa render, escolha investimentos que permitam o resgate antecipado. Existem algumas opções no investimento em Renda Fixa, por exemplo, o Tesouro Direto Selic, que além de ter uma liquidez altíssima, sempre vai render mais que a velha poupança.

 

5- Quanto antes começar melhor

 

Não espere chegar à terceira idade para planejar a sua aposentadoria. E não espere ficar mais velho para começar a sua jornada rumo à independência financeira. Por isso, o ideal é começar o quanto antes.

 

O primeiro passo é dividir as suas metas por prazo: curto, médio e longo. As metas de curto prazo são aquelas que podem ser realizadas em até um ano. Dê preferência para o pagamento de dívidas, ou necessidades mais urgentes e necessárias.

 

Para o médio prazo, entre um e três anos, pense em metas que você vai precisar de um investimento considerável para realizar. Talvez uma viagem internacional, uma festa de casamento.

 

Por fim, para o longo prazo coloque metas que você vai precisar de um planejamento maior para executar, como comprar um imóvel, por exemplo. Nesses casos, você pode precisar da ajuda de toda a família para ter um orçamento controlado e equilibrado por bastante tempo.

 

6- Invista e faça o dinheiro trabalhar por você

 

Cumprir metas financeiras requer separar uma parte de suas receitas. No entanto, é possível fazer com que essa quantia se multiplique mais rapidamente.

 

Em um passado não muito distante, era muito comum ouvir sobre a importância de poupar e colocar as economias em uma conta poupança. De fato, a poupança foi por muito tempo altamente rentável. Contudo, essa realidade não existe mais.

 

Por isso, é fundamental conhecer opções de investimentos que podem trazer um retorno ainda maior. A Easynvest tem mais de 300 opções de investimentos que podem te ajudar nessa tarefa. Na nossa plataforma, você vai encontrar desde títulos do Tesouro Direto e aplicações de Renda Fixa para a sua reserva de emergência, até fundos de investimento e ações que vão te garantir uma maior rentabilidade, por exemplo.

 

Você também pode planejar o seu futuro com planos de Previdência Privada ou receber dividendos com Fundos Imobiliários.

 

 

7- Crie uma estratégia e diversifique

 

Investimento é muito importante. Porém, antes de começar a aplicar o seu dinheiro, é preciso levar alguns fatores em consideração.

 

Existem diversos perfis de investidores e cada pessoa tem um objetivo na hora de investir. Uns estão construindo uma reserva de emergência, outros estão em busca de mais rentabilidade no longo prazo. Da mesma forma, outros até estão investindo para financiar uma viagem ou a troca do carro.

 

Portanto, é muito importante um investimento que te atenda, ou seja, que funcione para os seu perfil de objetivos. Logo, antes de mais nada identifique o seu perfil de investidor. Ou seja, com ele você conhecerá o seu nível de tolerância para assumir riscos.

 

Outra estratégia fundamental é a diversificação. Ela consiste em distribuir o seu dinheiro em diferentes tipos de ativos. A principal vantagem dessa estratégia é reduzir os riscos das suas aplicações e garantir uma boa rentabilidade no médio e no longo prazo. Você pode diversificar dentro de apenas uma categoria de investimentos, renda fixa e renda variável, assim como pode alocar o seu patrimônio nos dois grupos.

 

Dê o primeiro passo rumo à independência financeira

 

Cada um encara a independência financeira de maneira diferente. Mas uma coisa é certa, todos querem alcançar a sua. E agora que você já sabe como começar essa trilha rumo ao sucesso, que tal dar o primeiro passo?

 

Confira mais dicas para colocar suas finanças em dia, com planilhas para mapear os seus gastos, juntamente com um método para te ajudar a controlar melhor o seu dinheiro.

 

 

Afinal de contas, o planejamento financeiro é a base para você alcançar seus objetivos. Com ele, você saberá para onde o seu dinheiro está indo e formas de como economizar mais.