A economia não precisa ser algo distante. Pelo contrário, deve fazer parte do nosso dia a dia. Entender conceitos como inflação e Curva de Phillips pode te ajudar a cuidar melhor do seu dinheiro e dos seus investimentos.

A Curva de Phillips, aliás, ficou popular depois de ser citada na casa mais vigiada do Brasil. Um dos broders explicou brevemente como essa teoria é usada para relacionar desemprego e inflação. Ou seja, a alta constante e generalizada nos preços.

E acredite, por mais que a teoria pareça complexa, ela tem a ver com a economia real e a nossa vida financeira. Para te ajudar a entender mais sobre ela, preparamos um texto especial. Afinal, o conhecimento ajuda o seu dinheiro a virar mais dinheiro.

Boa leitura!

  • O que é a Curva de Phillips
  • Conceito da Curva de Phillips
  • O que é inflação
  • Podemos imprimir mais dinheiro segundo a Curva de Phillips?
  • IPCA
  • Como a inflação afeta seus investimentos
  • Tesouro Direto
  • LCIs e LCAs
  • Fundos de Investimento

O que é a Curva de Phillips

A Curva de Phillips é uma teoria que mostra a relação entre inflação e o desemprego. Na prática, ela serve para calcular como o desemprego afeta a inflação e vice-versa. Em outras palavras, ela aborda o impacto da população empregada nos preços de tudo aquilo que precisamos comprar no dia a dia. 

A curva leva o nome do seu criador. Ela foi desenvolvida pelo economista neozelandês A. W. Phillips (1914-1975).

E se você está pensando que esta é uma teoria usada apenas por acadêmicos ou economistas profissionais, nada disso. Saiba que entender a Curva de Phillips é importante, por exemplo, na hora de decidir se é uma boa ideia investir em títulos que usam a inflação como indexador, por exemplo o Tesouro Direto IPCA.

Conceito da Curva de Phillips

A Curva de Phillips é antiga, foi criada há mais de 60 anos. De acordo com essa teoria, a inflação e a taxa de desemprego têm uma relação inversa. Ou seja, quando um aumenta, o outro diminui.

Quando há mais empregos, os preços costumam subir. Ou seja, a queda do desemprego resulta em aumento na inflação. Por outro lado, o inverso também acontece, de acordo com o economista.

Curva de Phillips

Imagine que, em uma crise como a que ocorreu em 2020, o índice de desemprego tende aumentar porque os empresários precisam reduzir custos. O corte de pessoal acaba sendo uma das primeiras medidas tomadas.

O desemprego reduz a renda da população, que passa a consumir menos. Com menos procura em todos os mercados, os empresários precisam baixar preços. É a lei da oferta e demanda.

Atualmente, a maioria dos economistas concordam que esta relação só é real no curto prazo, mas não acontece no longo prazo.

A Curva de Phillips passou por revisões ao longo desse tempo. Um destes exemplos é a incorporação das expectativas do mercado em relação à inflação e ao desemprego. Não vamos entrar em detalhes aqui, mas nesse modelo, a teoria é chamada de curva de Phillips é aceleracionista.

O que é inflação

A inflação é o fenômeno econômico da alta generalizada nos preços. Embora ela seja uma grande vilã para os brasileiros, é importante saber que a inflação acontece em qualquer economia e que os preços oscilam de acordo com os movimentos do mercado. 

Na prática, a inflação corrói o valor do dinheiro ao longo do tempo, causando sua desvalorização. Com isso, com uma mesma nota de R$ 100, você consegue comprar bem menos itens do que há 15 anos. 

Vale destacar que a economia possui um ritmo próprio e as oscilações dos preços podem acontecer por vários fatores. Por exemplo, existe uma relação entre inflação e decisões políticas, situações sociais e financeiras, crises, bem como desastres climáticos e muitos outros.

De modo geral, esses são os principais acontecimentos que podem desencadear a inflação:

  • Desequilíbrio dos gastos públicos;
  • Cartéis empresariais;
  • Inércia do cenário econômico;
  • Aumento nos custos de produção;
  • Baixas na produção;
  • Ajustes de indexação;

Fatores econômicos externos também podem causar alta nos preços. Por exemplo com uma menor importação de insumos. Em outras palavras, seriam menos insumos disponíveis para uma demanda igual ou até maior. Pois a consequência, como você viu acima, é a inflação.

Podemos imprimir mais dinheiro segundo a Curva de Phillips?

Esse é um dos grandes mitos da economia. Mas a resposta é não.

Muita gente pensa que para resolver a desigualdade basta o Banco Central imprimir mais dinheiro e distribuir à população. Nada disso!

Simplesmente imprimir mais cédulas não faz com que a produção e o Produto Interno Bruno (PIB) do país cresçam. Mas o resultado será apenas a desvalorização do dinheiro.

Isso mais uma vez acontece em razão da lei de oferta de demanda. Afinal, quanto maior for a oferta, mais o valor cai, ou seja, o dinheiro passa a valer menos.

Por isso, na prática, a inflação vai acontecer e os preços vão subir. Assim, você vai perder poder de compra.

IPCA

IPCA é a sigla para Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Esse é o principal indicador da inflação em nosso país. Trata-se da referência utilizada pelo governo para definir a meta de inflação. Ele é calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por meio do IPCA, é possível saber quanto aumentou ou diminuiu o preço de diversos produtos consumidos no país, em um determinado período. A partir do IPCA, o governo consegue definir políticas monetárias e medidas econômicas.

Uma delas é evitar o descontrole na inflação, como ocorreu no início da década de 1990. Naquela época, sob a gestão do presidente Fernando Collor, a inflação estava em 80% ao mês. No fim da década de 1970, esse percentual beirava os 40%.

E para fazer esse controle, o governo tem uma meta de inflação anual. Se o IPCA aponta que ela poderá ser ultrapassada, o governo vai receber o sinal para tomar medidas, como aumentar os juros da economia.

Isso significa que, indiretamente, o IPCA afeta seu poder de compra. No entanto, um investidor consciente e que busca o conhecimento necessário, consegue utilizar esse indicador em benefício próprio, pois o governo aplica essa variação em alguns investimentos do Tesouro Direto.

Como a inflação afeta seus investimentos

Agora que você já sabe como o IPCA mexe com o seu dinheiro, é possível utilizá-lo para investir melhor. Por isso, quando a inflação está em alta, você pode estudar investimentos que sobrevivem a escalada de preços. 

Isso significa que na hora de investir você deve buscar a rentabilidade real, ou seja, acima da inflação. Quando observamos a rentabilidade de um investimento, podemos dizer que essa é a rentabilidade nominal, ou seja, é a quantia que vai constar no saldo.

Mas para encontrar a rentabilidade real do período, precisamos descontar a inflação.

Tesouro Direto

Quando você aplica no Tesouro Direto, está emprestando dinheiro ao governo.

Como existe uma variedade de títulos do Tesouro Direto, é importante conhecer e saber como cada um deles faz o dinheiro crescer. O Tesouro Selic (LFT) e o Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal) são dois dos mais populares da modalidade.

O Tesouro Selic tem seus rendimentos balizados pela variação da taxa básica de juros da economia, enquanto o Tesouro IPCA+ paga o IPCA (inflação) do período mais uma taxa pré-definida no momento de investir. Atrelados a esse indicador, esses títulos garantem bons rendimentos.

LCIs e LCAs

As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) são parecidas com os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs). No entanto, as LCs têm como objetivo dar crédito a segmentos específicos, no caso o imobiliário e o agronegócio. 

Dependendo do título, o rendimento pode estar atrelado ao CDI ou ao IPCA. Quando a inflação e os juros estão em alta, as Letras de Crédito tendem a oferecer melhores rendimentos.

Além disso, trata-se de um investimento protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante o montante investido em caso de quebra da instituição que ofereceu o título. Por meio dele, é possível resgatar até 250 mil reais por CPF e por instituição.

Fundos de Investimento

Alguns fundos de investimento em Renda Fixa também têm seus rendimentos atrelados ao IPCA. Contudo, é fundamental verificar como funciona o fundo e quais são os índices que determinam a remuneração de cada cotista. Desse modo, é possível ter uma ideia real de ganho em relação ao investimento.

Por fim, agora que você sabe o que é o IPCA e como ele afeta seus investimentos, tem à disposição o conhecimento necessário para continuar investindo de maneira segura e inteligente. Essa é a chance de fazer o seu dinheiro trabalhar por você!

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