Você sabe como funciona o FGC?

Ao fazer um investimento, você espera receber os rendimentos previstos e jamais passar pela situação na qual a instituição financeira peça falência ou se torne insolvente, ou seja, com prestações a cumprir superiores aos rendimentos que recebe. No entanto, isso pode acontecer.

A boa notícia é que você pode ter um órgão não governamental para ajudá-lo nesses casos.

FGC: essas três letras remetem ao Fundo Garantidor de Créditos, que também não é um banco. Trata-se de uma entidade privada que não possui fins lucrativos e que protege correntistas e investidores no sistema financeiro.

Desse modo, contribui com a manutenção da estabilidade do sistema e previne uma crise bancária sistêmica. Mas para contar com esse apoio, saber como funciona o FGC é fundamental.

Continue a leitura para entender como funciona o FGC e descobrir porquê ele é uma vantagem para quem investe.

O que é o FGC?

Mantido pelas instituições financeiras por meio de contribuições mensais de 0,0125% sobre todo o dinheiro que seus investidores têm aplicado, o FGC consegue servir suas três funções principais. São elas:

  • Proteger correntistas e investidores dentro dos limites estabelecidos pela regulamentação do setor financeiro;
  • Contribuir com a manutenção da estabilidade do sistema financeiro brasileiro;
  • Prevenir o sistema de uma crise bancária.

Como as contribuições são feitas diretamente pelas instituições financeiras associadas ao Fundo Garantidor de Crédito, não há nenhum tipo de cobrança feita diretamente a você.

Como funciona o FGC?

Saber como funciona o FGC lhe ajuda a garantir a segurança de seus investimentos e ter tranquilidade para buscar novas aplicações.

Entender como funciona o FGC é simples. Quando uma instituição financeira associada a ele quebra, ele cobre os depósitos e investimentos realizados dentro de alguns limites. Para tal, ela faz uma lista com todos os credores que possui, especificando o CPF de cada beneficiário e o valor correspondente que precisa ser recebido.

Depois que essa lista é elaborada, um novo banco é escolhido pelo FGC para que as perdas sejam cobertas — bem como os pagamentos das garantias. O prazo para que o pagamento seja feito é de, no máximo, seis meses. Isso pode ser acompanhado diretamente pelo site do Fundo Garantidor de Créditos.

Nesse tempo em que ocorre a falência da instituição bancária e o ressarcimento feito pelo FGC, o dinheiro não rende. Assim que sai a data de liberação para pagamento, o Fundo Garantidor de Créditos determina uma agência bancária para que você possa sacar a quantia pendente. No ato, deve ser assinado um termo de cessão para comprovar o recebimento.

Para sacar essa quantia, você deve estar munido dos seus documentos pessoais. No site do FGC, você pode conferir uma lista completa de todas as instituições associadas.

Quais investimentos são garantidos pelo FGC?

Para entender como funciona o FGC é importante saber quais investimentos ele garante. São eles: Letras de câmbio, imobiliárias, hipotecárias, de crédito imobiliário e de crédito do agronegócio, além de CDBs. Seu limite de cobertura é de R$ 250 mil, válido sempre por CPF ou CNPJ. A cada quatro anos, o limite é de R$ 1 milhão.

Se você investe nos Bancos W, X, Y e Z, com uma quantia igual de R$ 250 mil, tem aí o montante de R$ 1 milhão. Se o Banco W quebra e ele é associado ao FGC, você tem direito à cobertura. Contudo, pelos próximos quatro anos, sua garantia junto ao Fundo Garantidor de Créditos será de R$ 750 mil.

Entretanto, se diante de um cenário catastrófico, os Bancos X e Y também pedem falência. Como são associados ao FGC, você tem o direito de sacar o montante investido. Mas a sua garantia passa a ser de R$ 250 mil, uma vez que recebeu meio milhão. Em quatro anos, o limite de R$ 1 milhão se recompõe.

Um ponto que gera dúvida para que quer entender como funciona o FGC, é a quantia investida por conglomerados financeiros:

Se você possui R$ 500 mil investido em um único banco, por mais que a quantia seja dividida entre aplicações diferentes, e ele pede falência, seu limite junto ao Fundo Garantidor de Créditos continua sendo R$ 250 mil. O mesmo vale para os bancos que pertencem ao mesmo conglomerado, como o Itaú Unibanco e Itaú BBA.

Por fim, precisamos destacar que quando os titulares são cônjuges ou dependentes, o limite de até R$ 250 mil é dividido em partes iguais — independentemente da relação existente.

Nesses e demais casos citados, não há, inicialmente, a necessidade de comprovação do investimento para receber o valor da garantia. Isso só deve ser feito caso o seu nome não apareça na lista de credores que receberão a garantia do FGC.

Agora que você sabe como funciona o FGC, pode investir com mais confiança e segurança em letras de câmbio, imobiliárias, hipotecárias, de crédito imobiliário e crédito do agronegócio e CDBs. E, fique atento para não concentrar todo o seu dinheiro em um único investimento. Vale a pena montar uma carteira!

Para ajudá-lo a montar uma carteira de investimentos, você pode consultar este outro artigo que explica o passo a passo.