Querer investir em algo para si muitas vezes pode soar como comprar um celular ou até trocar de visual para se sentir melhor. Mas sabia que usar a palavra “investimento” como justificativa para consumir pode criar hábitos pouco saudáveis? Por isso, é importante dar um passo atrás e começar a entender o que são investimentos ditos como passivos e os ativos. E, assim, criar um diagnóstico da sua vida financeira, entendendo melhor o quanto o você realmente ganha, o quanto gasta ou se realmente investe no futuro.

O que são Ativos e Passivos

Nem sempre é fácil identificar o que é um ativo ou um passivo, né? Mas se usarmos exemplos do dia a dia, isso pode ficar mais claro. Assim, sabe aquele carro que você planeja comprar para seu filho, um celular novo pra você, ou até um imóvel próprio para sua família morar? Esse tipo de investimento é considerado passivo. Isso por que, diferente de comprar um título de investimento numa corretora (esse sim considerado um ativo) bens de consumo costumam não render mais do que valem (na verdade, podem até se desvalorizar).

Agora, comprar um ativo é sim ter um produto que vale um valor x hoje e amanhã terá X+1. O seu carro, dependendo da situação, até poderia ser do tipo ativo, se você usá-lo para trabalhar e com isso ter um salário. Mas via de regra, é bom separar esse tipo de investimento para realmente entender como anda o diagnóstico da sua vida financeira. Falando nisso, vamos a ele!

Diagnóstico

Para saber o que são verdadeiros investimentos e o que representam gastos, é preciso saber a sua situação atual, construindo um “retrato” preciso das suas finanças, do fluxo de gastos e aquelas “otras cositas más”, antes de dar o primeiro passo no mundo dos investimentos. Então, para te ajudar, preparamos um formulário simples de organização. Veja só! Você pode fazer um download e imprimir o arquivo, para preencher à lápis ou caneta, ou ainda usá-lo somente como guia e anotar suas respostas no Bloco de Notas, por exemplo. O importante aqui é ter todos os dados da sua vida financeira descritos de maneira simples.

baixe seu formulário de diagnóstico financeiro aqui

Preencher o formulário não quer dizer que você vai ter respostas exatas, mas é um passo importante para identificar e entender onde melhorar! Depois, para continuar essa caminhada, preparamos uma lista com dicas bem diretas para te ajudar a começar a criar os caminhos para sair do vermelho (ou a ficar ainda mais no azul).

-Se seus gastos estão acima da sua previsão de ganhos mensais, passou da hora de mudar essa equação, né? Para isso, existem duas alternativas:

Aumentar a entrada de dinheiro, seja através de novas rendas paralelas (como empreender, por exemplo) ou até buscar um novo emprego com uma melhor bonificação.

Diminuir drasticamente todos os gastos. Essa pode parecer um pouco mais óbvia, mas a nossa rotina pode encobrir gastos que vemos como inevitáveis, mas nem sempre são. Um exemplo? Quem aqui leva marmita todos os dias para o trabalho? Esse tipo de economia é muito relevante no final do mês.

– Transforme um passivo em um investimento! Um carro não é necessariamente um investimento (afinal, ele passa a desvalorizar no momento que sai da concessionária). Então, se ele não contribuir diretamente para um ganho ou renda – por exemplo, ter esse carro para trabalhar em transporte particular que lhe renderá um salário, ele pode ser vendido e a verba investida em ativos.

-Se você tem alguma grana guardada na poupança, a boa ideia é investi-la de verdade. Dinheiro parado, mesmo na poupança, é sinônimo de perder dinheiro.

-Fuja do cartão de crédito e dos juros altos! O seu limite não pode ser encarado como parte do que “entra”. Afinal, aquele dinheiro não é seu, não faz parte do orçamento. O cartão de crédito é uma forma de pagamento.

– Agora, se você está com dúvidas de como organizar esses gastos fixos, a gente usou a regra dos potes para ajudar nessa. Clique para aprender como se organizar financeiramente.  (https://blog.easynvest.com.br/2018/09/27/como-comecar-a-investir/)

-Ter algum plano para o momento da aposentadoria é essencial. Se não tiver pense em alguma estratégia assim que equilibrar as finanças.

– E por último, sempre que tiver dívidas, busque renegociá-las por juros mais baixos. Entenda como você pode fazer isso da maneira mais inteligente possível, não pagando mais do que o acordado por conta de juros.