O brasileiro (ainda) não é um mestre nos investimentos e finanças. Diversos dados e pesquisas mostram que a população do Brasil ainda carece de educação financeira para cuidar de seu dinheiro e, também, para investir. Além disso, de todos os brasileiros que investem, a maioria aplica seu dinheiro em produtos com baixo risco.

Segundo pesquisa feita pela BlackRock, maior gestora do mundo, 64% dos brasileiros que investem destinam suas aplicações à produtos com baixo risco e com liquidez – quando o investidor pode resgatar o dinheiro a qualquer momento.

Mas esses dados têm algumas explicações. E nós vamos explicar!

Juros altos
Fatores históricos ajudam a entender a tendência do brasileiro por investimentos com baixo risco. O confisco da poupança é um deles.

Em 1990, o governo do presidente Fernando Collor lançou diversas medidas para tentar conter a hiperinflação no País. Uma das medidas foi confiscar o dinheiro depositado nas cadernetas de poupança. A medida causou uma crise no Brasil, o impeachment do presidente e um medo generalizado das pessoas em terem o seu dinheiro “travado”.

Outro principal motivo para explicar o porquê dos brasileiros preferirem aplicações conservadoras são os juros. Historicamente, o País sempre teve juros altos, fazendo com que aplicações de renda fixa, como CDB, LCI e LCA, tivessem bons rendimentos.

Em 2016, a taxa básica de juros atingiu 14,25% ao ano, um dos maiores patamares da história.

Outro fator preponderante para explicar onde o brasileiro investe é a falta da educação financeira na população.

Segundo pesquisa feita pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), o Brasil é apenas a 27ª nação entre 30, quando o assunto é educação financeira. Ou seja, as pessoas possuem pouco conhecimento financeiro para escolher investimentos com risco.

Porém, o cenário econômico no Brasil está bem diferente do que alguns anos atrás. Além disso, a taxa básica de juros está no menor patamar da história, a 6,5%. Portanto, aquele investidor que deseja ganhar um rendimento superior ao da renda fixa tradicional terá que arriscar um pouco mais… e deixar de ser tão conservador.

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