Se você já buscou informações sobre investimentos ou fez aplicação em algum produto financeiro, deve ter se deparado com uma sopa de letrinhas (CDB, LCI, CDI, LCA, e por aí vai). São tantas que podem até confundir um pouco.

Mas, como já mostramos por aqui, entender esses investimentos é mais fácil do que você esperava. Por isso, hoje vamos acrescentar dois ingredientes nessa sopa. Já “provou” os CRIs e CRAs?

Os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis Agrícolas) são investimentos de Renda Fixa, assim como o Tesouro Direto ou CDB (Certificado de Depósito Bancário). Os investimentos da família Renda Fixa são caracterizados por terem uma data de vencimento, taxa embutida e um indexador. Vamos explicar melhor.

Assim como em qualquer título de Renda Fixa, o investidor empresta seu dinheiro para alguém, em troca de uma remuneração depois de um determinado período. No caso dos CRIs e CRAs, esse dinheiro será usado para estimular o mercado imobiliário e do agronegócio, respectivamente.

A grande diferença entre eles e as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), títulos que fomentam o mesmo setor e já falamos aqui, é a maneira que são emitidos. Enquanto, as LCIs e LCAs são emitidas por instituições financeiras, os CRIs e CRAs são feitos por companhias securitizadoras.

Vamos dar um exemplo. Uma construtora financiou casas em um condomínio e, por isso, vai receber dos moradores pagamentos nos próximos 15 anos. Porém, a construtora deseja receber de forma antecipado. Então, ela vende os recebíveis à securitizadora que emite os CRIs.

CRI e CRA vs LCI e LCA
A origem da emissão tem um grande impacto para os investidores. Por serem emitidos por securitzadoras, o risco envolvido nos CRIs está nas pessoas que compraram os imóveis não pagarem suas dívidas. Por isso, a garantia desses investimentos são os próprios imóveis envolvidos. No caso dos CRAs, a lógica se mantém: a garantia é o produto produzido pela fazenda ou empresa do setor agrícola.

Quando falamos de LCIs e LCAs, o risco do investimento está no próprio banco emissor dar algum calote aos investidores. Vale lembrar que caso isso aconteça, esses investimentos têm a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Como funciona a remuneração de CRI e CRA
Os investimentos em CRIs e CRAs podem ser prefixados, pós-fixados e mistos.

Os Títulos prefixados são aqueles em que é possível prever com 100% de certeza o retorno do investidor, antes mesmo antes de aplicar o dinheiro. Imagine, por exemplo, um investidor que aplique R$ 10.000,00 em um título prefixado com remuneração de 10% ao ano. Isso significa que após um ano com dinheiro aplicado, o investidor terá ao final do prazo R$ 11.000,00.

Já no pós-fixado há um indexador, índice de mercado, que servirá de parâmetro para remuneração. O mais comum entre os títulos de renda fixa é CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

Em títulos pós-fixados, não é possível projetar o retorno. Isso acontece porque o indexador varia conforme o tempo. Por exemplo, se um título é atrelado ao CDI, a taxa pode sofrer oscilações – aumentando ou diminuindo de acordo com a economia.

Mas, nessa modalidade os mais comuns são os títulos mistos. Com uma taxa pré mais uma pós fixada. Geralmente são títulos indexados a algum índice de inflação (IPCA ou IGP-M) somados a uma taxa prefixada. Essa modalidade preserva o poder de compra do investidor, já que o título renderá o percentual da inflação mais a taxa prefixada.

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