Por Lopes Filho & Associados

Da ata do Copom, divulgada nesta terça-feira, algumas considerações.

A economia mostra recuperação consistente, mas ainda com elevados níveis de ociosidade dos fatores de produção, refletindo baixos índices de utilização da capacidade instalada e alto desemprego. Já para o cenário global o crescimento da economia acontece de forma sincronizada, mantendo-se o apetite de risco aos emergentes.

Analisando a inflação, vem evoluindo de forma mais benigna do que o esperado no início deste ano. Segundo a ata, “medidas de inflação subjacente em níveis baixos, projeções de inflação abaixo da meta para 2018 e em torno da meta em 2019, e elevado grau de ociosidade na economia, tendem a indicar uma política monetária estimulativa, com juro abaixo do nível estrutural”.

Sobre os próximos passos da política monetária, a taxa de juros, de 6,5%, pode passar ainda por mais uma redução “pela necessidade de uma política monetária um pouco mais estimulativa”. Segundo os membros, a inflação apresentou recuo no horizonte relevante, principalmente, para 2018. Nas projeções, o IPCA deve fechar o ano em 3,8% e em 2019 em 4,1%, contra 3,57% e 4,2%, respectivamente, pela pesquisa Focus. Sendo assim, pode ocorrer uma “flexibilização adicional” na reunião de maio (dia 16).

Em resumo, é possível que a taxa estacione nos 6,25% até o fim deste ano ou mesmo recue a 6,0%. Neste ínterim, no entanto, será importante observar o comportamento dos próximos indicadores. Na visão do BACEN os próximos passos estarão condicionados “à evolução da atividade econômica, o balanço de riscos, possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e projeções de inflação futura”.