Por Lopes Filho & Associados

Iniciamos a semana repercutindo as declarações do presidente Donald Trump, de elevar as barreiras de importação do aço e do alumínio no mercado norte-americano. Ameaças de represália surgem da China, da União Europeia, do Canadá, todos afetados, no que muitos já chamam de prévia de uma “guerra comercial”. Por aqui, segue o noticiário em torno do julgamento do “habeas corpus” de Lula, a ser decidido pelo STJ, e das movimentações dos partidos até o dia 7 de abril.

Uma articulação a chamar atenção é a do MDB em torno de ter ou não candidato a presidente. Temer gostaria de se lançar, mas isso não deve acontecer já que Henrique Meirelles começa a se delinear como um candidato mais talhado a defender o legado do governo. Boatos, no entanto, dão conta de que ele pode acabar na chapa do PSDB, como vice de Geraldo Alckmin. Outro nome cogitado para esta posição seria Mendonça Filho, atual ministro da Educação pelo DEM, a sair também agora no início de abril. No DEM, Rodrigo Maia, presidente da Câmara, deve ser aclamado em convenção do partido, mas também parece não convencido desta decisão. Cesar Maia, seu pai, é contrário. Acha que o partido deve barganhar esferas de influência em torno de agendas comuns, apenas “reforçando” qual influência terá no governo Alckmin ou Meirelles, se um dos dois avançar nas eleições.

Pela esquerda, segmentos do PT já começam a aceitar a ideia de lançar Fernando Haddad como candidato do Partido, na hipótese cada vez mais forte de saída da disputa do ex-presidente Lula da Silva. Marina Silva e Ciro Gomes seguem nas suas articulações, tentando achar um vice que ajude na capilaridade das suas candidaturas. Guilherme Boullos, do MSTM, acabou lançado pelo PSOL.

Na economia, a pesquisa Focus acabou ajustando ainda mais o IPCA para baixo, a 3,7% e o PIB para cima, cada vez mais próximo de 3% (2,9%). Estejamos atentos nesta semana ao IPCA de fevereiro, previsto em torno de 0,3% a 0,35%, e quanto isso deve influenciar na decisão do Copom dos dias 20 e 21. Isso, inclusive, se refletia nas taxas futuras do DI, em queda. A taxa DI janeiro 2019 era negociada a 6,48%, 3 pontos abaixo da anterior, e a DI janeiro 2020, de 7,47% para 7,42%.

Na agenda da semana estejamos atentos, nesta terça-feira, à produção industrial de janeiro e a ANFAVEA de fevereiro, ambos devendo avançar gradualmente, reforçando os dados do PIB do ano passado, também mostrando lenta recuperação. Importante também o IGP-DI de fevereiro, devendo desacelerar a 0,05% e o IGP-M do primeiro decêndio de março na sexta-feira. É uma semana também de divulgação dos indicadores norte-americano do mercado de trabalho. Os postos de vagas criadas no setor privado em fevereiro na quarta (ADP) e o payroll e a taxa de desemprego de fevereiro na sexta-feira.