O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, órgão que estipula a taxa básica de juros, anunciou o 11º corte consecutivo na Selic, que passou de 7% para 6,75%. Com a decisão, a taxa atingiu o menor patamar da história.

O novo corte era amplamente esperado pelo mercado financeiro e analistas, porém, outro fator chamou a atenção dos investidores no comunicado do BC (Banco Central), divulgado logo após o anúncio da decisão: o fim deste ciclo.

Acabaram os cortes?
O comitê do BC, ainda em meados de outubro de 2016, havia anunciado o 1º corte na taxa de juros para 14%, após ela permanecer em 14,25% por um bom período. Naquela época, a inflação dava os primeiros sinais de estabilização – é importante mencionar que a taxa de juros é o principal instrumento do BC para conter o “dragão”.

De lá até hoje, foram mais 10 cortes consecutivos até atingir o atual patamar. Nesse período a inflação passou de 8,97% para 2,86%.

“Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme esperado, o Comitê vê, neste momento, como mais adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”, diz trecho divulgado no relatório do Banco Central.

Segundo analistas escutados pelo mercado e mídia, apenas algumas surpresas poderiam alterar a perspectiva do Copom de fim de cortes: entre elas a Reforma da Previdência.

E os investimentos?
A cada corte na taxa de juros, os investidores se questionavam: “Como ficam meus investimentos?”

De Selic a 14,25% para 6,75% ao ano, os títulos de renda fixa não ficaram menos atrativos. Afinal, na hora de ver o rendimento de um título é importante analisar o “Ganho Real”, ou seja, a diferença entre o rendimento bruto e a inflação no período.

Esse fator é essencial, pois a inflação diminui o poder de compra dos investidores. Então, de nada adianta, por exemplo, seu título ter rendido 15%, se a inflação no mesmo período for 20%.

Assim, os títulos de renda fixa continuam sendo uma boa oportunidade, já que apesar da queda na taxa Selic, a desaceleração na inflação foi muito mais rápida.

Em 2016, quando a taxa ainda estava em 14,25%, a inflação estava próxima dos 8%. O ganho real para o investidor seria de 4,85%. Porém, caso ele tivesse investido no final de 2017, quando a Selic estava em torno de 7% e a inflação em 2,8%, o ganho real seria de 4,4%. Praticamente o mesmo.

Portanto, continuar investindo em renda fixa é uma boa alternativa para seus objetivos, mas lembre-se sempre de analisar o ganho real para ver quanto realmente foi seu rendimento.