Tradicional, segura e pouco rentável. Ano a ano a caderneta de poupança vem perdendo espaço entre os brasileiros que pensam em guardar dinheiro. Somente em outubro de 2017 os saques superaram os depósitos em caderneta de poupança em mais de R$ 2 bilhões.
Criada em 1861 pelo então Imperador Dom Pedro II, a poupança tinha como objetivo atender a população de baixa renda, uma vez que permitia depósitos com valores menores que 50.000 réis, (pouco mais de R$ 6,00 atuais). Mais de 150 anos se passaram e a situação do Brasil mudou muito.
Com a popularização de outras formas de investimentos, como o tesouro direto, cada vez mais a caderneta de poupança tem captado menos recursos. Vamos trazer neste post alguns dos motivos que fazem a caderneta de poupança não valer a pena quando se pensa em investir.

Pode sacar a qualquer momento, mas…

Na caderneta de poupança o investidor pode sacar parte ou a totalidade dos recursos a qualquer momento, é verdade. Porém, o que pouca gente conta é que os depósitos são remunerados de forma mensal, e com uma data de aniversário. Nesse caso, um investidor que aplicou R$ 1.000,00 no dia 01 de outubro, e precisou sacar o dinheiro no dia 15 de novembro, ficou com o valor depositado por 45 dias e só recebeu remuneração por 30 dias. Com isso, por 15 dias deu no mesmo do que deixar o dinheiro parado na conta corrente, ou debaixo do colchão.

A poupança pagava antes 6% ao ano

Desde sua criação, a caderneta de poupança tem por regra a remuneração de 6% ao ano. Em 2012, quando o Brasil teve pela primeira vez uma taxa básica de juros abaixo de 8%, por questões de equilíbrio no mercado, o governo se viu forçado a altera a regra de remuneração.
Desde lá, sempre que a taxa Selic estiver igual ou inferior a 8,50% ao ano, a poupança passa a render 70% daquilo que a Selic estiver valendo. Hoje, com a Selic em 7% ao ano, a poupança não rende mais que 4,90%.
Com isso, não é necessário ter domínio de matemática financeira para saber que nas condições atuais, poupança nunca terá rendimento mais atrativo que uma aplicação pós fixada, seja indexada pelo CDI ou pela Selic.

Poupança perde ou empata com a inflação

Em qualquer aplicação financeira, o primeiro objetivo do investidor deve ser a preservação de capital ante a inflação. Num passado recente, entre 2012 e 2016, o IPCA acumulado foi de 40,31% no período, enquanto o retorno da caderneta de poupança foi de 40,99%. Ou seja, por muito pouco, o investidor não saiu perdendo para a inflação mesmo com o dinheiro investido.
Já em 2015, quando o Brasil teve uma disparada brusca da inflação, o resultado foi ainda mais alarmante: 10,67% para o IPCA contra 8,07% da poupança. Os dados são da calculadora do cidadão do Banco Central, clique no link caso queira consultar outros períodos.
Resumimos para você: Em determinados períodos, quem deixou dinheiro depositado na caderneta de poupança conseguiu perder dinheiro.
Guardar dinheiro na poupança era uma alternativa quando o acesso a produtos e serviços financeiros mais rentáveis era mais complicado. Hoje com as facilidades que o mercado e a Easynvest oferecem, não faz mais sentido aplicar em um produto tão antiquado e com remuneração baixa.
Conhece alguma pessoa que ainda teima em investir em poupança? Compartilhe este post!