Investir em Fundos de Investimento é uma boa opção tanto para ter variedade na carteira e também para buscar maiores lucros em um momento de juros baixos. Além disso, é um investimento que vem se popularizando no País. Em setembro de 2017 o mercado de fundos de investimento alcançou a marca de R$ 4 trilhões sob gestão – só nos primeiros nove meses deste ano, foram captados mais de R$ 220 bilhões. Por conta deste crescimento, resolvemos fazer uma compilação com sete dicas para que você faça a escolha mais adequada com os seus objetivos.

Conheça seu perfil de investidor

No mercado de fundos de investimentos há produtos que atendem diversos perfis, desde o mais conservador até o mais arrojado. Portanto, analise primeiramente o seu perfil. Em caso de dúvidas, faça o nosso teste para conseguir encontrar aquilo que realmente procura.

Defina qual é o seu objetivo

Curto, médio ou longo prazo. Existem essas três possibilidades quando falamos de aplicações financeiras. Com relação a isso, a dica é simples: Investimentos de curto prazo requerem fundos com estratégias mais conservadoras. Enquanto em investimentos com horizonte de médio e longo prazo, é possível avaliar fundos que possuam funcionamento mais complexo.

Não compare alho com bugalho

Existem produtos com diferentes estratégias e potenciais de retorno. Por conta dessa diversidade, não é justo e no mínimo não é correto comparar itens tão distintos. Portanto, ao pesquisar e avaliar, procure contrapor fundos que possuam características parecidas. Por exemplo, um fundo de ações tem de investir no mínimo 67% do patrimônio em bolsa de valores, enquanto um fundo cambial é obrigado a alocar 80% dos seus recursos em moeda estrangeira. Portanto, temos dois tipos de fundos que não são comparáveis entre si.

Procure saber o máximo possível sobre o fundo

Essa parte requer tempo e paciência. O histórico de retorno de um fundo de investimento é uma informação importante, sem dúvidas, mas não é a única a ser levada em conta. É preciso saber e entender onde o fundo aloca os recursos, se ele busca superar ou acompanhar algum índice (Ibovespa, CDI) e também as taxas de administração, performance e prazos de resgate. Não se preocupe, falaremos sobre cada um deles mais detalhadamente adiante.

Estratégias

Existem diversos tipos, como fundos DI, Renda fixa, Multimercado, Cambial, Ações. De fato, só com fundos de investimentos é possível montar uma carteira de investimentos diversificada, e o melhor de tudo, com a decisão da escolha de ativos a cargo de um gestor profissional. Portanto, ler a lâmina de informações essenciais é o primeiro passo para fazer uma escolha acertada e também evitar surpresas no decorrer da jornada.

Caro para uns, barato para outros

Todo e qualquer fundo de investimento possui taxa de administração, que é o ganha pão dos gestores, afinal, a dedicação desse profissional é exclusiva ao fundo. Já a taxa de performance funciona como uma comissão pelos bons resultados do fundo, o que gera uma conciliação de interesses entre o gestor e o investidor. Vamos elencar alguns itens a serem observados no momento da pesquisa:

Fundos de menor complexidade devem ter taxas de administração mais baixas. Isso ocorre porque há menos trabalho de gestão, portanto, e o gestor não precisa de uma equipe de analistas. Já um fundo que tenha ações em carteira necessita de uma equipe de analistas, existem gastos com corretagem e custódia, o que encarece toda a estrutura.  Portanto, 0,50% para um fundo DI é justo, e para um fundo multimercado, a faixa de 2% é atrativa, enquanto num fundo de ações até 3% é um número razoável.

A taxa de performance por outro lado, não deve ser baixa demais, a ponto que não incentive o gestor a obter bons resultados, nem alta demais que o estimule a correr riscos desnecessários.  O valor praticado mais comum no mercado é de 20%. PS: Todo e qualquer resultado de rentabilidade divulgado já tem a dedução das taxas de administração e performance.

Atente-se aos prazos de resgate

Outro item totalmente ligado à estratégia do fundo. Um fundo DI é capaz de entregar o recurso em conta em até um dia útil após a solicitação do resgate. Já nos fundos com estratégia mais complexa o prazo pode ser aumentado para 30 ou até 45 dias. Portanto, avaliar os prazos de liquidez para poder planejar eventuais retiradas e não ser pego(a) de surpresa diante de um imprevisto é de fundamental importância antes de fazer qualquer aplicação. Tão importante quanto os prazos de resgate, são os valores de entrada, retirada e permanência mínima.

Conclusão

Para escolher um fundo de investimento, não há fórmula exata, ou dica mágica que em poucos cliques já traga o produto mais apropriado a cada interesse e planejamento. Esperamos com esses tópicos ajudar numa escolha consciente, e em caso de dúvidas, deixe seu comentário!