_ texto por: Fabiana Scaranzi

Sempre quis ser independente. Desde a adolescência sabia que não queria depender nem dos meus pais e nem de marido. Sonhava em pagar minhas contas, ter liberade e autonomia. Me restava saber o que fazer pra conquistar isso tudo.

Na época, além de estudar, eu ganhava algum dinheiro dando aulas de Ballet para crianças, quando fui convidada para ser modelo fotográfico no Japão. Eu pensei: “Japão?  Do outro lado do mundo?”. Eu nunca tinha saído do Brasil nem pra passear muito menos pra trabalhar. Mas é claro que agarrei a oportunidade de conhecer outro país, outra cultura, outras pessoas e, principalmente, de ganhar algum dinheiro.

Minha coragem venceu meu medo e lá fui eu!

Viajei para a Ásia, Europa, Estados Unidos. Os trabalhos estavam aparecendo e eu, então, resolvi que viajaria 6 meses e voltaria para o Brasil a cada 6 meses pra fazer mais um semestre de faculdade. Sim, minha primeira faculdade durou uns 5 ou 6 anos, mas valeu porque com o dinheiro que eu ganhava conseguia pagar meus estudos e ainda sobrava um pouco,  mas como a maioria dos jovens, eu não guardava. Nem pensava em poupar, em guardar. Nada disso.

Quando terminei a faculdade de Publicidade e Propaganda, parei de ser modelo. Aproveitei daquela profissão tudo o que ela tinha pra me dar. Aprendi a viver sozinha, a realmente depender de mim. Cresci e amadureci muito rápido, além de ganhar algum dinheiro, claro.

Fui então procurar um estágio na agência W/Brasil, do Washington Olivetto. Não só eu consegui o estágio como logo fui contratada. E o que eu mais gostava de fazer? Ficar olhando minha carteira de trabalho! Eu achava o máximo!

Depois, enquanto cursava minha segunda faculdade, a de Jornalismo, fui contratada pela TV Globo como pessoa jurídica. Ou seja, nunca mais usei minha carteira de trabalho e com isso eu sabia que não receberia benefícios por idade nem por tempo de trabalho. Foi aí que comecei a pensar em poupar.

Na verdade, a ficha caiu mesmo, alguns anos mais tarde, quando tive meu filho. Assim que ele nasceu, fiz um investimento para ele. Queria ter certeza que nada faltaria pra ele e nem para mim. Por isso, também fiz um plano de previdência privada.

Não sou muito consumista, não. Aliás, várias pesquisas dizem que nós mulheres  somos mais cautelosas com o dinheiro do que os homens (pelo menos quando não estamos na TPM!).

Com o tempo aprendi que o melhor jeito de poupar não é aplicar o dinheiro que sobrou no fim do mês, mas sim aplicar o valor planejado que nos permita atingir nossos objetivos. Como fazer isso? O primeiro passo é estabelecer objetivos a curto, médio e longo prazo. O segundo passo é calcular quanto precisamos poupar pra atingir esses objetivos. É um sacrifício que vale a pena.

Para exemplificar com bom humor: é o mesmo que fazer dieta pra caber num biquíni novo, sabe? Mulheres vão me entender!

Beijo pra vocês!


Fabiana Scaranzi, jornalista e palestrante, especialista em comportamento feminino e desenvolvimento humano. Está também a frente da Fab Produções, empresa que gera conteúdo customizado para grandes marcas como Vivo, Bayer, Dafiti, Avon, entre outras. 

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