Imagine uma empresa que fabrica celulares e precisa de recursos para desenvolver uma nova tecnologia para seus aparelhos. Para obter esse capital ela poderia:

1 – Pedir o empréstimo para algum banco;
2 – Colocar ações a venda na B3, antiga BM&FBovespa, e ter novos sócios;
3 – Captar recursos com investidores.

A Debênture se encaixa na terceira opção. Ou seja, é uma forma das empresas captarem recursos para desenvolver projetos com taxas mais atrativas. Uma das grandes vantagens para a empresa é a de poder escolher como fará os pagamentos aos investidores.

E em contrapartida, o investidor tem mais uma opção de investimento, com taxas mais atrativas que outras operações de renda fixa.

Como funcionam as Debêntures
Assim como os títulos públicos do Tesouro Direto, as debêntures têm as seguintes opções de remuneração:

• Prefixada
• Pós-fixada
• IPCA + Taxa

A diferença entre Debêntures e investimentos do Tesouro é que o investidor empresta o dinheiro para uma empresa, ao invés de emprestá-lo para o Tesouro Nacional.

Tributação em debêntures
Assim como em outros títulos de renda fixa, o IR de Debêntures é feito sobre o lucro e de acordo com a data de aplicação. Veja na tabela abaixo:

Aplicações de 0 a 180 dias terão 22,5% de IR
181 a 360 dias 20% de IR
361 a 720 dias 17,5% de IR
Acima de 721 dias 15% de IR

Porém, há tipos de Debêntures isentas, conhecidas como Debêntures incentivadas. Essa modalidade não tem cobrança de imposto, pois o dinheiro captado pelas empresas é destinado a obras de infraestrutura que beneficiarão a sociedade.

O que todas as Debêntures têm em comum é possuir uma data de vencimento. Ou seja, uma data em que você receberá todo o dinheiro aplicado mais o rendimento combinado. Antes do vencimento pode haver pagamento de juros ou amortizações, que ocorrem de forma mensal, semestral ou anual.

Riscos
Vale ressaltar que esse investimento não conta com a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Portanto, é importante verificar a nota de risco da Debênture.
Para isso, agências classificadoras de rating avaliam a empresa, no momento da emissão do título, e a classificam com uma nota, que pode ir de AAA (Prime) até D (pior nota).

Para verificar a tabela completa, clique aqui.

Vale mencionar também que quanto maior o risco, maior a possibilidade de retorno do investimento.